sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dicas de banho - parte 3

Vc sabe dar banho no seu pet? Não adianta comprar o xampu certo se vc não sabe como usar!

Não é possível esgotar o assunto neste pequeno texto. A idéia aqui é evitar erros grosseiros que comprometam a eficiência do tratamento prescrito. As dicas abaixo valem para animais com ou sem problemas dermatológicos.

4) Frequência dos banhos:
O cão normal é capaz de se adaptar à freqüência semanal imposta pela maioria dos proprietários de área urbana. É só usar produtos adequados. Há raças que não têm muito cheiro na pele e por isso não necessitam de tanto banho (Chow Chow, Akita). Nesses casos, só a escovação basta e o banho pode ser dado com intervalos de até dois meses. Mas quando há doenças de pele, muitas vezes são necessários vários banhos por mês para controlar e tratar a situação. Siga a prescrição à risca e se tiver dificuldade em cumprir os prazos solicitados, entre em contato com o veterinário que prescreveu e pergunte como proceder.


5) Pelagem embolada – que fazer?

O banho em geral inclui molhar e jogar o xampu no dorso do cão, sair esfregando tudo e no final sentir aquela vontade de sair correndo pra bem longe só pra não ter que pentear aquele “nó gigante que balança o rabo”... 
Para evitar que a pelagem embole, é necessária escovação frequente com pente ou escova adequada ao tipo de fio, para não quebrar. Um bom tosador é o profissional mais indicado para orientar qual a melhor escova e qual a frequência de escovação ideal para cada “penteado” (o comprimento da pelagem interfere nessa decisão).
Importante: Se você não tem tempo para cuidar adequadamente, mantenha a pelagem curta e no frio, recorra aos agasalhos e roupinhas.

No entanto, se alguns nós se formarem, o indicado é molhar os fios, usar fluido desembaraçador (à venda em pet shops) e com pente ou escova próprios, delicadamente desfazer o que conseguir. Só use o xampu de limpeza quando estiver satisfeito com o resultado e proceda ao banho normalmente.

6) Secador: herói ou vilão?

Você sabe a diferença de secador e soprador? A diferença é basicamente a temperatura e velocidade do ar que eles jogam de encontro à pele e ambos podem ser heróis ou vilões. Veja por que: secar a pelagem por convecção, ou uso de vento, causa ressecamento da pele, que será maior de acordo com a temperatura utilizada. Nesse caso, vale a mesma orientação da água do banho: evitar os extremos de temperatura, seja pelo conforto ou pelo menor risco de danos.
A regra para evitar seborreia por queimadura ou prurido por ressecamento excessivo da pele é manter ar frio ou pouco quente e pelo menor tempo possível sobre a pele.

7) Secar o pelo só com toalha causa micose?

Jamais! O excesso de água na pele causa o seu “amolecimento” ou maceração e isso facilita a piodermite bacteriana. Os fungos que acometem os cães e gatos são diferentes dos que crescem no pão e nos alimentos úmidos! Por isso, a piadinha: “Seu animal não é pão Plus Vita: não mofa se molhar!”.
Nos cães e gatos com dermatopatias, quanto menor o uso de secador e soprador melhor para a pele. Nesses casos, somente a toalha faz maravilhas.



8) Sobre a diluição dos produtos do banho:

- Quanto mais diluir, menos espuma faz, mas não necessariamente limpa menos com menos espuma. É só manter a diluição recomendada pelo fabricante.

- O segundo xampu é o de acordo com a pelagem ou o terapêutico. Deve ficar agindo por alguns minutos antes de enxaguar para melhor resultado.

- Diluir um pouco mais o condicionador em raças como o Poodle e o Bichon Frisé para não perder volume.

- Não deixar a diluição pronta por mais de 3 dias para evitar risco de contaminação co bactérias e fungos e desestabilização dos componentes da fórmula. De preferência, diluir a quantidade certa logo antes do banho.

Dicas de banho - parte 2

Vc sabe dar banho no seu pet? Não adianta comprar o xampu certo se vc não sabe como usar!

Não é possível esgotar o assunto neste pequeno texto. A idéia aqui é evitar erros grosseiros que comprometam a eficiência do tratamento prescrito. As dicas abaixo valem para animais com ou sem problemas dermatológicos.


1) Sabão de coco- posso usar?
Ele é tão alcalino que destrói a parte interna da fibra capilar. É difícil e trabalhoso recuperar o brilho depois. Evite o uso se quiser pelagem bonita e quando houver problemas dermatológicos.

2) Banho no Box do banheiro - sim ou não?
Se o seu animal está adaptado ao banho de chuveiro, não há nada mais prático. No entanto, para aqueles que não toleram o banho no box, é importante lembrar que ele é um local fechado e abafado, e o chuveiro é bem barulhento. E isso pode ser suficiente para estressar e agitar o cão ou o gato durante o banho. Troque para local abrigado do vento e pouco escorregadio (se necessário, coloque um tapete de borracha do tamanho do animal, para dar estabilidade). Com alguma adaptação, a rotina do banho talvez passe a ser prazerosa para ambos.

3) Água fria ou água quente?

Banho deve ser relaxante e para isso, evite os extremos de temperatura. Muito quente e muito frio irritam a pele e levam à liberação de histamina, causadora de prurido/coceira, além de ser desconfortável. Uma boa estratégia é encher um balde (o tamanho vai variar de acordo com o animal) com água fria da torneira e temperar com água bem quente até obter o “morno” desejado. Deixe à mão um pote plástico (pote de sorvete ou similar) para aos poucos ir enchendo no balde e molhando o animal. Isso não faz barulho e permite bom controle da temperatura e quantidade de água.

Não esqueça de fechar a porta do local ou prender a coleira e a guia do cão, se achar que ele vai sair correndo ensaboado pela casa...

Dicas de banho - parte 1

Vc sabe dar banho no seu pet? Não adianta comprar o xampu certo se vc não sabe como usar!

Não é possível esgotar o assunto neste pequeno texto. A idéia aqui é evitar erros grosseiros que comprometam a eficiência do tratamento prescrito. As dicas abaixo valem para animais com ou sem problemas dermatológicos.

Que produtos usar?
A escolha do produto é essencial. Vc deve levar em conta a idade, o ambiente em que vive, a cor e o tipo de pelagem e a frequência dos banhos na hora de escolher. Para uma pelagem bonita e saudável, vc vai precisar de pelo menos três produtos:
1- xampu ou sabonete de limpeza
2- xampu adequado ao tipo de pelo (os terapêuticos são desse grupo, levar em conta a cor, o comprimento e o tipo de pelagem).
3- Condicionador- é ele quem confere brilho e maciez após o banho. Muitas vezes é responsável pela hidratação da pele após o uso do xampu terapêutico.

Já existem xampus do tipo “dois em um” (com condicionador) para facilitar a tarefa de banhar seu animal.

Como banhar seu animal – passo-a-passo:
1- Molhar e desembaraçar.
2- Limpeza: Aplicar o xampu ou sabonete de limpeza sempre diluído de acordo com a indicação da embalagem (se não tiver indicação, utilize partes iguais com água num frasco pequeno à parte) e espalhar pelo corpo sem esfregar. Enxague abundantemente.
3- Tratamento: Aplicar o xampu de tratamento (terapêutico, para pelagem preta, ou clareador, para filhotes...), também diluído de acordo com a orientação do fabricante, espalhar massageando, sem esquecer a parte de baixo do corpo, os dedos e a cauda. Deixar agira por dez a vinte minutos – nos dias de inverno, vale enrolar uma toalha sobre o corpo, evitando golpes de ar e desconforto por sentir frio enquanto espera o produto agir. Enxaguar sem esfregar.
4- Hidratação e condicionamento: Retirar o excesso de água dos pelos, passando as mãos do pescoço até a cauda e de cima pra baixo. Só então aplicar o condicionador (também diluído) em todo o corpo (não esquecer a parte de baixo!) e enxaguar levemente.
5- Secagem: Retirar o excesso de água com as mãos novamente e secar com toalha felpuda sem esfregar para não embaraçar ou quebrar os fios.
6- Acabamento: Para dar mais brilho, use um reparador de pontas próprio para animais, nos fios longos – pergunte a um bom tosador o quê e quando usar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Foliculite

O que é Foliculite?
Para entender melhor, leia o texto anterior, sobre Piodermite.                    

Se você já fez isso, saiba que a Foliculite é um tipo de Piodermite, em que a estrutura da pele afetada é o folículo piloso, ou seja, a parte responsável pela formação do pelo, na camada mediana da pele, como mostra a figura ao lado:




Entenda o que acontece na Foliculite para saber como prevenir:
Da mesma forma que as Piodermites, a Foliculite não é contagiosa. Pode ser causada por bactérias e outros micro-organismos, mas na grande maioria das vezes, os estafilococos são os responsáveis pelo problema.

Uma vez dentro do folículo piloso, a bactéria produz substâncias irritantes, que geram destruição dos tecidos e inflamação, ou seja, dor e produção de pus, com a chegada das células de defesa ao local afetado.

O pus formado seca na superfície da pele, formando uma crosta geralmente amarelada (a cor depende do tipo de bactéria envolvida) e aderida aos pelos, que caem junto com ela ao ser retirada.

Essa dermatite é oportunista, ou seja, seu animal não pegou nem transmitirá Foliculite aos outros. É preciso haver um fator que favoreça a entrada dos micro-organismos e a instalação do problema na pele. Dentre tais fatores, destacam-se como principais causas de Foliculite, a seborreia, a atopia e a infestação pela sarna Demodex sp. (Leia mais sobre cada um nos outros textos, neste blog).

Como saber se meu animal tem Foliculite?
Desconfie sempre que achar crostas amarelas e falha de pelo. Isso mesmo: não é só micose* que pode deixar o seu animal com áreas sem pelos no corpo!
Além disso, é comum o prurido (ou coceira) e vermelhidão na pele.

Como tratar a Foliculite do meu gato/ cão?
Como o micro-organismo invasor está dentro dos folículos pilosos lá dentro da pele, onde nenhum xampu ou pomada ou creme (usados na superfície) conseguirão alcançar a fonte do problema. Esse tipo de alteração de pele só será resolvido com tratamento de dentro para fora, com medicações específicas para cada caso e por tempo prolongado.

Se meu animal já melhorou, por que tenho que voltar ao consultório no final do tratamento da Foliculite¿
A reavaliação da pele do paciente após o episódio de Foliculite é imprescindível quando está sendo feita a pesquisa diagnóstica. Isto significa que a causa dessa piodermite oportunista só poderá ser avaliada e devidamente prevenida com a avaliação da pele no final do tratamento, de preferência ainda usando as medicações prescritas. Só então será possível determinar o por quê do problema. Então, não deixe de fazer as medicações pelo prazo prescrito e muito menos de retornar ao consultório no final do tratamento!


*Para mais informações sobre micose, leia os textos anteriores sobre o tema.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Piodermites

O que é Piodermite?
Toda infecção da pele causada por bactérias é uma Piodermite. No cão e no gato, em geral, a piodermite é causada por Staphyloccocus e pode ser superficial ou profunda, dependendo da camada de pele afetada.

Piodermite pega?
Antes de qualquer coisa, saiba que na pele do seu cão ou gato existem muitos micro-organismos. Quando a barreira natural de proteção da pele é vencida por algum motivo (e existem muitos), esses micro-organismos invadem alguma camada da pele e causam infecção. Então a piodermite do cão e do gato não é uma condição contagiosa para outras pessoas ou animais.

Piodermite dói?
Quanto mais profunda a camada da pele afetada, maior o incômodo causado pela piodermite. Assim, o desconforto pode variar desde uma leve coceirinha no local da infecção até dor constante e severa (no caso das Piodermites profundas).


Por que meu animal tem Piodermite?

Porque as barreiras naturais de defesa da pele falharam e permitiram que as bactérias presentes na superfície penetrassem e causassem lesão. Lembre-se: seu animal não “pegou” Piodermite da toalha da tosa e nem por ter ido passear na calçada no último domingo! As bactérias já estavam lá na pele dele.


Por que a Piodermite no meu animal sempre aparece de novo quando acaba o tratamento?

Isso nem sempre acontece, mas se seu cão ou gato apresenta Piodermite com frequência, é preciso encontrar a causa predisponente para essa condição, ou seja, determinar em conjunto com um médico veterinário qual ou quais barreiras da pele do seu animal não estão funcionando propriamente. Isso é feito através de exames laboratoriais, tratamento e observação. Só então é possível tomar as providências necessárias para corrigir as falhas ou prevenir as recidivas do quadro.

Meu animal é atópico* e está com Piodermite. Devo me preocupar?
Sempre! O traumatismo causado na pele quando o animal se esfrega em algum lugar ou se coça é suficiente para ferir a pele e deixar passar muitas bactérias da superfície para as camadas mais internas da pele. Por isso é tão comum a incidência de piodermites nos animais alérgicos (já que se coçam com mais frequência que os não alérgicos).
Além disso, o paciente atópico pode ter alergia às toxinas produzidas pelas bactérias que conseguiram entrar na pele. Nesse caso, o paciente desestabiliza, entrando em crise de coceira, produzindo mais lesões e mais coceira (ciclo vicioso e agravante).

Como prevenir a Piodermite recidivante¿
Não há “receita de bolo”. Tudo depende da causa das recidivas. O tratamento costuma ser longo e inclui medicamentos e medidas para controlar a causa de base, como, por exemplo, o controle da coceira no caso dos alérgicos ou do excesso de oleosidade nos animais seborreicos.
Então, se o seu animal tem Piodermite com frequência, não deixe de seguir à risca as orientações do médico veterinário e não deixe de marcar uma reavaliação no final do tratamento, para que o profissional possa investigar as causas do problema e indicar a melhor forma de evitar as recidivas.

*Para mais informações sobre atopia, leia os textos anteriores sobre o tema.